• Universos Ocultos

Páginas do Meu Diário

As histórias por trás dos universos que nasceram entre páginas e imaginação.

/ Prólogos & Reflexões

AS PRIMEIRAS PÁGINAS DESTE DIÁRIO

Este espaço foi concebido como um altar de memórias e processos criativos. Aqui, revelo os primeiros traços, as faíscas noturnas e a gestação silenciosa dos universos que hoje habitam meus livros.

Atmospheric dark fantasy manuscript book presentation with shattered mirror light textures under warm golden candlelight on dark obsidian desk
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✱ Gênese Literária — 01

01 — Como nasceu Fragmentos de Mim

✍️ Como nasceu Fragmentos de Mim: quando percebi que precisava voltar ao começo

Descubra como nasceu Fragmentos de Mim, os primeiros elementos da história de Lia e o processo criativo por trás do meu romance dark e de suspense psicológico.

Categoria: Processo Criativo
Tags: Fragmentos de Mim, Find Me, Ashley N. Rostek, inspiração, processo criativo, romance dark, suspense psicológico, bastidores da escrita

Às vezes, uma história nasce de outra história. Não para ser repetida, mas para despertar uma pergunta que até então não existia.

Foi assim que começou Fragmentos de Mim.

Uma das grandes inspirações que despertaram em mim a vontade de escrever essa história foi Find Me, de Ashley N. Rostek.

Eu me lembro da sensação de estar completamente envolvida pela leitura. A mistura de perigo, suspense, romance, trauma e recomeço me prendeu, mas, principalmente, despertou em mim uma vontade que já estava começando a aparecer: eu queria criar uma história minha.

Não queria escrever a mesma história.

Queria descobrir o que eu faria com sentimentos e elementos que haviam despertado minha imaginação.

E foi assim que Aurora começou a existir.

🖤 No começo, eram apenas fragmentos

Quando comecei a imaginar a história, o título não seria Fragmentos de Mim.

A ideia inicial era algo mais próximo de “Fragmentos de Memórias”.

Eu imaginava uma história que começaria depois de tudo ter acontecido.

Aurora carregaria as lembranças do passado, e o leitor descobriria aos poucos os acontecimentos que a levaram até aquele momento.

Seriam memórias quebradas.

Lembranças dolorosas.

Pequenos pedaços de um passado que, juntos, revelariam aquilo que havia acontecido.

Naquele momento, eu acreditava que era essa a história que queria contar.

Os fragmentos das memórias de Aurora.

Mas alguma coisa não parecia certa.

Quanto mais eu pensava nela, mais uma pergunta começava a me incomodar:

E se eu não mostrasse apenas os fragmentos das memórias?

E se eu mostrasse os fragmentos acontecendo?

Foi então que a história começou a mudar.

🌑 Eu precisava voltar ao começo

Percebi que, para entender em quem Aurora havia se tornado, o leitor precisava primeiro conhecer quem ela era antes de tudo acontecer.

Antes do medo.

Antes da obsessão.

Antes das perdas.

Antes de precisar fugir.

Antes de aprender a desconfiar de tudo e de todos.

Aurora tinha uma vida.

Ela tinha uma família.

Tinha uma irmã que fazia parte do seu mundo.

Tinha amigos.

Tinha planos.

Tinha sonhos.

Tinha uma ideia de futuro.

E foi justamente isso que me fez mudar o caminho da história.

Eu não queria simplesmente entregar ao leitor uma personagem já marcada pelo passado e depois revelar, aos poucos, o que havia acontecido.

Eu queria que o leitor conhecesse a garota antes de ela precisar sobreviver.

Queria que percebesse cada pequena mudança.

Cada rachadura.

Cada perda.

Cada escolha.

Até entender como aquela vida que parecia inteira começou, pouco a pouco, a se fragmentar.

🩶 Foi aí que nasceu Fragmentos de Mim

O título começou a fazer sentido de uma maneira completamente diferente.

Não seriam apenas fragmentos de memória.

Seriam fragmentos de uma vida.

Fragmentos de uma pessoa.

Fragmentos de quem Aurora era.

E talvez essa seja a diferença mais importante entre a ideia inicial e a história que começou a nascer depois.

Eu não queria contar apenas o que aconteceu com ela.

Queria contar como tudo começou.

Queria mostrar a vida antes da queda.

Porque uma pessoa não se transforma em outra de um momento para o outro.

Às vezes, são pequenas coisas.

Uma situação.

Uma pessoa.

Uma escolha.

Um medo.

Uma perda.

Uma relação que começa a ultrapassar limites.

Uma sensação de que alguma coisa está errada, mesmo quando ainda não conseguimos explicar o motivo.

E, quando percebemos, aquilo que parecia apenas uma pequena rachadura já atravessou toda a estrutura.

🌘 Como a vida de Aurora começou a se fragmentar

Foi então que comecei a construir a história a partir de uma pergunta:

Como uma garota que tinha uma vida, uma família, sonhos e um futuro pela frente acaba se tornando alguém que precisa fugir para sobreviver?

Essa pergunta passou a ser mais importante para mim do que simplesmente descobrir o que aconteceu no passado.

Eu queria mostrar o caminho.

O antes.

O durante.

As mudanças.

As consequências.

Queria que o leitor pudesse olhar para Aurora no início da história e pensar:

“Ela ainda não sabe o que está por vir.”

E talvez essa seja uma das partes mais dolorosas da narrativa.

Porque o leitor pode perceber algumas coisas antes dela.

Pode sentir que alguma coisa está se aproximando.

Pode enxergar pequenas rachaduras enquanto Aurora ainda acredita que sua vida continua inteira.

🖤 E então a história ficou mais sombria

Conforme eu desenvolvia a ideia, percebi que Fragmentos de Mim não seria apenas um romance.

Eu queria trabalhar com suspense psicológico, obsessão, medo e sobrevivência, mas sem esquecer que, antes de tudo isso, existia uma pessoa.

A obsessão passou a ser uma parte importante do conflito.

O perigo não surgiria simplesmente do nada.

Ele começaria a ocupar espaço.

Primeiro quase imperceptível.

Depois, impossível de ignorar.

E essa construção foi importante para mim porque eu queria que a história mostrasse como algo pode começar pequeno e, pouco a pouco, alterar completamente a vida de alguém.

🩶 Por que “Fragmentos de Mim”?

Hoje, olhando para o título, percebo que ele representa muito mais do que eu imaginava quando comecei.

Os fragmentos são as partes de Aurora que vão sendo deixadas pelo caminho.

A garota que ela era.

As memórias.

Os sonhos.

A confiança.

As pessoas que faziam parte da sua vida.

Tudo aquilo que vai sendo afetado conforme a história avança.

Mas existe outro significado.

Fragmentos também podem ser reconstruídos.

Talvez seja essa a parte de que mais gosto.

Porque Fragmentos de Mim não é apenas sobre uma pessoa se quebrando.

É sobre descobrir o que permanece quando tudo aquilo que parecia seguro deixa de existir.

E sobre descobrir se é possível juntar esses pedaços e construir algo novo.

✍️ A história ainda está sendo escrita

Fragmentos de Mim ainda está em construção.

Algumas partes da história já encontraram seu lugar.

Outras ainda estão sendo descobertas enquanto escrevo.

E talvez isso faça parte da própria essência da história.

Assim como Aurora precisa descobrir quem ela é depois que sua vida começa a mudar, eu também continuo descobrindo quem essa história quer ser.

Uma coisa, porém, permaneceu desde aquela primeira ideia:

Eu não queria começar pelo fim.

Queria começar pelo começo.

Queria mostrar quem Aurora era antes de tudo acontecer.

Queria que o leitor conhecesse seus sonhos antes de conhecer seus medos.

Sua vida antes das perdas.

Sua confiança antes da desconfiança.

E, principalmente, queria que cada rachadura tivesse uma história.

🌙 Depois da última página

Quando penso em Find Me hoje, lembro que aquela leitura foi uma das faíscas que me fizeram querer escrever.

Mas Fragmentos de Mim encontrou seu próprio caminho.

A ideia que começou como “Fragmentos de Memórias” acabou se transformando em algo muito maior.

Eu percebi que não queria apenas contar as lembranças de Aurora.

Eu queria mostrar como essas lembranças nasceram.

Queria mostrar a vida que existia antes delas.

E como, pouco a pouco, essa vida começou a se partir.

Foi assim que nasceu Fragmentos de Mim.

Não é uma história sobre os pedaços de uma memória.

Mas sobre os pedaços de uma vida que um dia pareceu inteira.

E talvez seja justamente por isso que o título tenha encontrado seu verdadeiro significado.

Antes de existir um fragmento, existiu algo inteiro.

E é essa história que quero contar.

Cinematic composition of an old open leather manuscript with golden cosmic threads glowing dimly over dark velvet surface and subtle candlelight
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✱ Gênese Literária — 02

02 — Como nasceu As Almas do Destino

✍️ Como nasceu As Almas do Destino: quando três almas se tornaram um universo

Categoria: Processo Criativo
Tags: As Almas do Destino, processo criativo, fantasia, reencarnação, almas, escrita, construção de mundos, bastidores da escrita

Algumas histórias começam com uma ideia. Outras crescem tanto que acabam criando um mundo inteiro ao redor delas.

As Almas do Destino começaram de uma forma muito diferente da saga que existe hoje.

Quando essa história surgiu na minha imaginação, eu não pensava em criar um universo tão grande.

A ideia inicial era contar apenas três livros, atravessando três eras diferentes.

Eu imaginava que três períodos seriam suficientes para contar a história dessas almas, acompanhar seus reencontros e mostrar como seus caminhos seriam transformados pelo tempo.

Mas, conforme comecei a construir o mundo, percebi uma coisa:

Eu estava tentando colocar um universo inteiro dentro de apenas três livros.

E parecia pouco.

🌙 Três livros já não eram suficientes

Quanto mais eu pensava na história, mais perguntas surgiam.

O que aconteceu antes?

De onde vieram essas almas?

Como começou a ligação entre elas?

O que existia antes dos acontecimentos que eu queria contar?

E o que aconteceria depois?

Foi então que percebi que não queria apenas contar uma história de amor que atravessava diferentes vidas.

Eu queria mostrar o mundo que existia por trás dessas vidas.

A própria construção da saga começou a se expandir.

O que antes seria uma história dividida em três livros e três eras começou a ganhar novas possibilidades.

Foi quando decidi transformar três eras em cinco.

Na Bíblia da saga, essas eras passaram a ocupar momentos diferentes da história do universo: a Era das Névoas Primordiais, a Era da Fundação, a Era de 1840, a Era Presente e uma Era Futura.

De repente, eu não estava mais apenas escrevendo uma história.

Estava construindo um mundo.

🔮 E então existiam apenas três almas...

No começo, eu também imaginava que seriam apenas três almas reencarnando através das eras.

Três pessoas.

Três histórias.

Três destinos que continuariam se encontrando.

Parecía suficiente.

Até que outra pergunta apareceu:

“E se fossem mais?”

E essa pergunta mudou completamente a dimensão da história.

Por que, se aquelas almas estavam conectadas por algo tão antigo, por que limitar essa ligação a apenas três?

Foi então que comecei a imaginar outras almas.

Cada uma poderia carregar uma personalidade diferente.

Uma maneira diferente de amar.

Uma forma diferente de proteger.

Uma ferida diferente.

Um papel diferente dentro daquele vínculo.

E, pouco a pouco, o que seriam três almas começou a crescer.

🖤 Quando três se tornaram oito

Foi assim que nasceu o núcleo das oito almas.

Celine passou a ocupar o centro desse vínculo, acompanhada por Alexander, Lucien, Aureon, Kael, Elias, Dorian e Noctis.

Na construção atual da saga, cada uma dessas almas representa uma dimensão diferente dentro do vínculo: união, permanência, intensidade, possessividade, proteção, cura, liberdade e reconhecimento.

E foi nesse momento que percebi que havia algo muito maior acontecendo.

Não era apenas uma história sobre algumas pessoas que se reencontravam.

Era uma história sobre um grupo de almas que carregava uma ligação anterior às próprias encarnações.

A Bíblia estabelece que essa ligação atravessa tempo, espaço, corpos e existência, permanecendo mesmo quando as memórias desaparecem.

E então surgiu outra pergunta:

O que aconteceria se o universo considerasse essa ligação algo que não deveria existir?

⚖️ A lei que nasceu junto com as oito almas

Foi dessa expansão que começou a surgir uma das ideias que mais gosto dentro da saga:

A lei do excesso de almas ligadas.

Quanto mais eu pensava nas oito almas, mais percebia que uma ligação daquela proporção não poderia simplesmente existir sem consequências.

Se havia leis para o universo, então aquela conexão precisava ter um significado dentro delas.

As oito almas não eram apenas pessoas que continuavam se encontrando.

Elas estavam ligadas por algo que existia antes das próprias vidas que conhecemos.

E quanto mais profundo esse vínculo se tornava, maior precisava ser o preço de desafiá-lo.

A Bíblia estabelece justamente essa ligação como algo primordial: ela existe antes das encarnações, resiste ao tempo e continua presente mesmo quando nomes, corpos, lugares e memórias mudam.

Foi assim que o conceito deixou de ser apenas:

“Almas que se reencontram.”

E passou a ser:

“O que acontece quando oito almas estão ligadas de uma maneira que ultrapassa aquilo que o universo considera permitido?”

E essa pergunta passou a fazer parte do coração da saga.

🌌 O universo começou a nascer ao redor delas

Depois disso, outras coisas começaram a surgir.

As leis.

A magia.

A origem das almas.

As eras.

Os reinos.

As histórias antigas.

Os mistérios.

As consequências.

Até mesmo a própria origem do mundo passou a estar relacionada às almas: na cosmologia da saga, as primeiras almas existiam antes do mundo físico, e seu despertar deu origem à matéria, à magia e à própria realidade.

Foi nesse momento que percebi que As Almas do Destino não poderia ser apenas uma história contada através de diferentes épocas.

As épocas precisavam fazer parte da própria história.

Cada era poderia revelar uma parte diferente da verdade.

Cada vida poderia deixar um eco.

Cada reencontro poderia trazer uma nova peça.

E cada separação poderia revelar algo que o leitor ainda não compreendia.

⏳ Cinco eras. Oito almas. Um vínculo.

Hoje, quando olho para a ideia que começou tão pequena, é quase estranho pensar que tudo começou com apenas três livros e três eras.

Agora existem cinco eras planejadas.

O passado mais distante.

A formação de importantes territórios.

O século XIX.

O presente.

É aquilo que ainda está por vir.

E no centro de tudo estão as oito almas.

Elas não são simplesmente personagens que aparecem em diferentes momentos da história.

Elas são parte da própria estrutura desse universo.

A essência de uma alma permanece mesmo quando o corpo, a personalidade, o nome e as memórias mudam.

É por isso que o reencontro delas pode acontecer sem reconhecimento consciente.

Uma voz.

Um olhar.

Uma sensação.

Um lugar.

Uma familiaridade impossível de explicar.

São os Ecos — fragmentos emocionais que permanecem mesmo quando as lembranças desapareceram.

🖋️ E a história ainda está crescendo

Talvez uma das coisas de que mais gosto ao escrever As Almas do Destino seja perceber que ela continua crescendo.

Começou com três livros.

Tornou-se cinco.

Começou com três almas.

Tornou-se oito.

Começou como uma história sobre reencarnação.

E acabou se transformando em um universo com leis, eras, magia, mitologia, relações e uma história que existe muito antes de Celine abrir os olhos para aquilo que a cerca.

E talvez seja justamente isso que acontece quando uma história encontra espaço para crescer.

Você começa acreditando que está criando apenas uma narrativa.

Até perceber que, em algum momento, a narrativa começou a criar um mundo inteiro ao redor dela.

🌙 Depois da última página

Quando penso no começo de As Almas do Destino, gosto de lembrar que eu poderia ter parado nas três eras.

Poderia ter mantido apenas três almas.

Poderia ter contado uma história muito menor.

Mas continuei fazendo perguntas.

E se...?

E foi cada uma dessas perguntas que abriu uma nova porta.

Uma nova era.

Uma nova alma.

Uma nova lei.

Um novo mistério.

Até que aquilo que começou pequeno se transformou em um universo que ainda estou descobrindo enquanto escrevo.

Hoje, sei que existem cinco eras, oito almas e uma ligação que atravessa vidas, séculos e memórias.

Mas ainda existe uma pergunta que permanece:

Até onde essas oito almas estarão dispostas a desafiar o próprio universo para permanecerem juntas?

E talvez essa seja uma das perguntas que acompanharão As Almas do Destino até a última página.

Porque algumas histórias atravessam eras.
E algumas almas atravessam tudo.

Dark literary scene featuring vintage glass inkwell, antique feather quill, and parchment written with fine gold leaf in flickering dim light
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✱ Gênese Literária — 03

03 — Como Fallen despertou uma nova história

Como Fallen Inspirou As Almas do Destino | Diário da Escritora

Descubra como a leitura de Fallen, de Lauren Kate, despertou ideias que contribuíram para o nascimento de As Almas do Destino e seu universo de almas e vidas.

Categoria: Inspirações
Tags: Fallen, Lauren Kate, inspiração, As Almas do Destino, reencarnação, vidas passadas, escrita

Alguns livros terminam quando chegamos à última página. Outros continuam dentro da nossa imaginação.

Para mim, Fallen, de Lauren Kate, foi uma dessas histórias.

A leitura me encantou principalmente pela ideia de um amor que ultrapassa uma única vida.

A sensação de que duas pessoas podem estar conectadas por algo que o tempo não consegue apagar despertou uma curiosidade que ficou comigo muito depois de terminar o livro.

E, em algum momento, essa curiosidade começou a se transformar em uma pergunta:

E se eu criasse uma história sobre almas que continuam se encontrando através das eras?

🪽 A primeira faísca

O que me marcou em Fallen foi a ideia de uma conexão que não parece pertencer somente ao presente.

Existe algo fascinante em imaginar que uma história de amor possa ter começado muito antes de os personagens se conhecerem na vida que estamos acompanhando.

Essa ideia ficou na minha cabeça.

Não como uma história para copiar.

Mas como uma possibilidade.

Como uma pergunta que ainda não tinha resposta.

E foi justamente aí que começou a nascer algo novo.

🌙 Da inspiração para uma história própria

É importante para mim deixar isso claro:

inspirar-se em uma ideia não significa reproduzir uma história.

Fallen despertou meu interesse por determinados elementos — principalmente a ideia de almas, vidas diferentes, conexões que atravessam o tempo e um amor que parece não desaparecer.

Mas As Almas do Destino nasceu a partir dessas ideias e tomou seu próprio caminho.

Criei Celine Valmont.

Criei Alexander Draven.

Criei Termópolis.

Criei diferentes eras, personagens, relações, mitologia e regras próprias.

E principalmente criei uma ideia que passou a ser central para o meu universo:

os Laços Excessivos.

🔮 Quando o destino virou o inimigo

Enquanto desenvolvia a história, percebi que não queria simplesmente escrever sobre um destino que insistia em unir duas pessoas.

Queria questioná-lo.

E se existisse uma lei universal que proibisse determinadas conexões?

E se algumas almas estivessem ligadas de uma maneira que ultrapassasse aquilo que o universo considera permitido?

E se o destino percebesse essa ligação como uma ameaça?

Foi assim que uma das ideias centrais de As Almas do Destino começou a tomar forma.

O destino, que normalmente aparece como uma força que aproxima, passou a ser justamente aquilo que tenta separar.

🖋️ O que um livro pode deixar para trás

Talvez essa seja uma das coisas mais bonitas de ser leitora e escritora ao mesmo tempo.

Você lê uma história.

Se apaixona por uma ideia.

Fecha o livro.

E, algum tempo depois, percebe que aquela leitura deixou uma pequena semente dentro de você.

Foi assim que aconteceu comigo.

Fallen não me deu As Almas do Destino pronta.

Ele me fez imaginar uma pergunta.

E eu comecei a construir minha própria resposta.

🌌 Entre leitora e escritora

Hoje, quando olho para As Almas do Destino, consigo reconhecer a importância de algumas histórias que encontrei pelo caminho.

Fallen foi uma delas.

E talvez seja justamente por isso que eu gosto tanto de falar sobre os livros que leio.

Porque nunca sabemos quando uma história vai simplesmente nos emocionar...

ou quando ela vai abrir uma porta para uma história que ainda nem existe.

No meu caso, uma dessas portas levou a um universo de almas, vidas e destinos.

E, quando atravessei essa porta, descobri que o destino não estava esperando para unir ninguém.

Ele estava esperando para separar.

• Continuidade

A JORNADA CONTINUA

Cada história que termina é apenas o prenúncio de novos mundos a serem desbravados. Seja bem-vindo a este refúgio de criação e mistério.